Kuwait planeja investir US$ 132 bi em metrópole no deserto
O governo do Kuwait planeja investir US$ 132 bilhões na construção de uma metrópole em um deserto no norte do país.
Batizada de City of Silk (Cidade da Seda), a cidade terá capacidade para abrigar 700 mil pessoas e será conectada à capital do país, Cidade do Kuwait, e a outros importantes centros do Oriente Médio por meio de estradas de ferro.
O projeto é financiado com os lucros obtidos com as vendas de petróleo do país, um dos maiores exportadores da commodity, e deve estar concluído em 2023.
O nome "Cidade da Seda", ou Madinat al-Hareer, em árabe, é inspirado na antiga rota do comércio medieval que ligava a Europa à China pelo Oriente Médio.
De acordo com o escritório de arquitetura britânico responsável pelo projeto futurístico, Eric R. Kuhne, a cidade será construída em uma superfície de 250 km quadrados e será dividida em quatro áreas: financeira, cultural, ecológica e de lazer.
Estão previstas construções como a de um arranha-céu com mais de mil metros de altura, aeroporto, resorts, santuário da vida selvagem, reservas naturais e grandes centros esportivos, onde as autoridades esperam abrigar competições nacionais.
O anúncio público do projeto será feito nas próximas semanas.
Torpedo da Austrália afunda navio americano em teste
Torpedo da Austrália afunda navio americano em teste
O ministro da Defesa da Austrália, Joel Fitzgibbon, parabenizou nesta quinta-feira os militares do submarino que testou com sucesso um novo torpedo, desenvolvido em colaboração com os Estados Unidos.
Uma operação conjunta das marinhas americana e australiana testou o torpedo MK 48 Modelo 7 entre junho e julho na costa do Havaí.
O submarino HMAS Waller acertou em cheio um navio americano desativado, afundando a embarcação imediatamente.
A nova arma tem um sistema de sonar avançado que, segundo os militares australianos, aumenta a eficácia do torpedo em águas rasas e em operações de contra-ataque.
A grande vítima foi o pombo-passageiro, da América do Norte, provavelmente a ave mais abundante do planeta no século 17. Estima-se que havia até 5 bilhões desses pássaros somente nos EUA. O maior bando conhecido tinha quase 2 bilhões de aves, que voando ocupavam um espaço de 1,6 km de largura por 500 quilômetros de comprimento. Sua passagem por uma cidade levava dias seguidos.
O pombo-passageiro começou a ser caçado pelo homem como alimento. Depois descobriu-se que ele poderia ser usado para ração de porcos e até para fertilização do solo. Nos séculos 17 e 18, ele foi a carne que aparecia em quase todas as refeições servidas aos escravos. Em 1805, um par de pombos passageiros custava 2 centavos de dólar em Nova York.
Por volta de 1850, percebeu-se que o número de pombos havia caído drasticamente. As fêmeas botavam apenas um ovo por vez, e seriam necessários alguns anos para recuperar o volume da população. Mas não deu tempo. Acredita-se que todos os pássaros do último bando remanescente tenham sido mortos num único dia, em 1896, quando aproximadamente 250 mil indivíduos foram abatidos numa caçada esportiva. Em 1900, um garoto de Ohio matou o último exemplar selvagem.
Restou apenas um pombo-passageiro em cativeiro, ou melhor, uma pomba chamada Martha, que morreu no zoológico de Cincinnati, Ohio, em 1914. Seu corpo embalsamado está até hoje exposto à visitação no Museu Nacional de História Natural, em Washington.
1. Pombo-Passageiro
População estimada: 2 a 5 bilhões
Data da extinção: 1900
2. Blue Pike
População estimada: 50 a 100 milhões
Data da extinção: 1970
Era um peixe de coloração azul, que vivia na região dos Grandes Lagos, no Canadá e nos EUA. O blue pike chegou a representar 50% de toda a pesca comercial da região – entre 1885 e 1962 foram comercializados 450 milhões de quilos dessa espécie.
3. Great Auk
População estimada: 200 mil
Data da extinção: 1844
Eram os pingüins do Ártico. Começaram a ser perseguidos pelo homem ainda no século 8, por causa da sua carne e da pele, usada na fabricação de agasalhos. O último casal foi morto em julho de 1844, enquanto chocava um ovo.
4. Dodô
População estimada: Na casa dos milhares
Data da extinção: 1681
Ave de 1 metro de altura das ilhas Maurício, no oceano Índico. O dodô não sabia voar e não tinha medo das pessoas, o que fez dele uma presa fácil para os portugueses que chegaram às ilhas. Toda a espécie foi exterminada em menos de 200 anos.
5. Lobo-da-Tasmânia
População estimada: Mais de 3 500
Data da extinção: 1936
Um dos maiores mamíferos carnívoros do mundo, habitava o sul da Austrália. Foi exterminado porque era considerado uma ameaça aos rebanhos. Em 1888 foi oferecida uma recompensa de 1 libra por cabeça de lobo entregue ao governo.